segunda-feira, 17 de maio de 2010

Yogyakarta - Indonésia

Esse fim de semana fomos para Yogyakarta, uma cidade da Indonésia, na ilha de Java. Yogyakarta foi capital entre 1946 e 1949 e ainda é governada por um sultão. Hoje é conhecida por seus diversos templos. 
A cidade é extremamente pobre, suja, desorganizada, com um transito caótico: é raro se ver um sinal de transito, a nao ser num cruzamento realmente grande. Nos demais, são milhões de motocicletas, carros, onibus, carroças e bicicletas carregando os turistas, cortanto uns aos outros, se jogando na outra pista, para tentar cruzar. Simplesmente assustador!



A economia do país é um capítulo (ou parágrafo?) à parte. A moeda é super desvalorizada. Um dólar americano é igual a aproximadamente 9.000 Rúpias. Acontece que o valor de qualquer coisa, apesar de paracer uma quantia milhonária, quando se transforma em dólar, tem um valor ínfimo. Vamos aos valores de algumas coisas: um prato de macarrão à carbonara, por exemplo, sai por U$ 4,50. Olha a conta do nosso almoço: o total deu IDR 110.000, que na verdade dá um pouco mais de U$ 10,00. Para dar uma volta de 1 hora no meio de transporte mais tradicional do lugar: bicicletas guiadas pelos locais, que carregam os passageiros em um banquinho parecido com uma charrete, custa IDR 5.000, ou seja, quase U$ 0,5. E olha que eles fazem um esforço absurdo.


A pobreza do lugar é deprimente. Pedintes nas ruas, sujeiras, ambulantes insistindo para que você compre alguma coisa, mesmo porque aquela poderia ser a única venda dele do dia. No primeiro dia fomos à uma famosa rua de lojas, a Malioboro. A única coisa que eu queria era sair de lá. E olha que para uma mulher falar não as compras, é difícil. Andamos um pouco, olhamos as Butiks, como eles chamam as lojas que vendem batas feitas com tecido pintados a mão, e avistamos um shopping. Antes que me perguntem, NÃO!! Não eram bonitas. Ou eu que já estava um tanto quanto traumatizada com o lugar, criei uma certa aversão até mesmo com as roupas que eles usavam. Bom, demos uma volta no shoping, olhamos as milhoes de bolsas falsificadas (Luis Vuitton, Gucci, Channel, etc) que eram vendidas no meio do shoping, comemos o sundae do Mac Donalds mais barato das nossas vidas e voltamos para o hotel. De bicicleta!!!


Uma coisa curiosa é que o estrangeiro acaba virando atração do lugar. Talvez pela diferença de cor, ou até mesmo pelo tipo de vestimenta. Bom, estávamos num pais muçulmano. É impossível ver um fio de cabelo, ou uma unha do pé ou mesmo a cor do cotovelo de uma mulher. Aí chega uma ocidental, brasileira, com short, blusa de ombro de fora... enfim, bem mais a vontade. Só um parenteses: o lugar é tão quente quanto Cingapura! E claro, ao lado de um bonitão de bermuda, camiseta, óculos escuros... um charme! As mulheres enlouquecem... querem tirar fotos conosco, ai se voce aceita, os cliques nao param. Cada hora é uma querendo tirar com a sua maquina... muito engraçado!!! Mais engraçado mesmo foram uns pirralhos que começaram a mexer comigo, do tipo: Hei, muito bonita! Aí pronto, era o que faltava para o meu maridinho pegar no meu pé por conta da minha roupa... Mas tudo bem, não foi proposital, mas que faz bem para o ego, ah, isso faz!!!

No primeiro dia caímos numa furada. Bom, todos estamos sujeitos a isso. Eu queria ir ver um balé, o Ramaiana. Achei que seria interessante. Feito o meu gosto, fomos! Nossa, desde o primeiro minuto, queríamos morrer! Uma música chata, um balé monótono, uma história batida, enfim, um verdadeiro fiasco. Queimei a minha cota de balé com meu marido de maneira desastrosa. Só uma fotitnho para voces verem. Agora, se acharem que a vida está chata, me manda um email que faço questão de mandar um videozinho para alegrar o dia! rsrsrsrsrrs


Nosso hotel era lindo. Acabou de ser construído, em estilo grego, com colunas brancas altas, uma piscina no meio, todo construido com mármore. Lindo! Chegamos no quarto, mortos de cansaço, e tentamos dormir, pois já tínhamos um carro para nos buscar no dia seguinte às 8 da manhã para ir para os monumentos. Tentamos pois o arquiteto espertamente colocou uma janela de vidro enorme no quarto, olhando para a piscina, só que com apenas uma cortininha (isso já nao sei se problema do arquiteto ou se o hotel que nao quis gastar um pouquinho mais com um blackout!!). O quarto ficava mega claro. Para completar, ao lado do nosso maravilhoso hotel, tem uma mesquita e aquele pessoal mais radical, para não dizer outra coisa, começa a pregar, rezar, sei lá o que eles fazem, às 4:45!!!!! Isso mesmo!!!!! E o moço gritava como se estivesse dentro do quarto.... Que inferno!!!! Eu acordei tão put@ que me deu vontade de ir lá... Agora imagina a cena: uma mulher de camisola (!!!)  invade uma mesquita e briga com o profeta, ou sei lá quem. Bom, acho que vou parar por aqui! Ta na hora de umas chibatadas no meu pensamento. No próximo post falo dos monumentos! Beijos.

5 comentários:

  1. Adorei o seu blog Ju!
    Acho que dá para escrever um livro depois com as suas impressões.A Raquel me disse que voce está adorando, fico feliz em saber.
    Estamos com saudades,
    beijos
    Gisele (Bacen)

    ResponderExcluir
  2. Toma um dormonid que resolve o seu problema... rsrsrs
    Cadê a foto do hotel e da mesquita?
    Fiquei curioso!
    bjs

    PS.: tudo muito legal!!!

    ResponderExcluir
  3. Ju,
    amei o blog sensacional essa viagem...
    so fiquei imaginando o andreo no Balé!! realmente deve ter sido comido do tipo : " eu nao falei juliana...." e vc mega mal humorada ja. kkkkkk...
    beijoss e saudades!!
    marcella
    ps: ja vi q ja descobriu a sua vocacao, blogs!!

    ResponderExcluir
  4. Pois tá ai; eu gostei do balé

    ResponderExcluir

DUBAI e ABU DHABI - Férias nas Arábias

Durante os 4 anos que morei em Singapura, sempre pensava nas férias de forma que fosse prazerosa tanto para nós, adultos, quanto para as cri...