segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bali - Parte I



Nesse fim de semana que passou (9 a 11/julho) fomos à Bali, na Indonésia! Falar em Bali só me vinha na cabeça as camisas e calças de Bali que viraram sucesso no meio dos anos de 1990. Claro, tinha o cigarro de Bali, mas como não fumo mesmo, nunca tive interesse por tal coisa. Fora isso, deve ser o paraíso na terra, com praias lindíssimas. Enfim, o que eu iria encontrar nesse lugar que virou ícone de viagem durante muito tempo, e pelo que me consta, ainda é. Já que esse lugar é tão famoso, resolvi dividir as minhas impressões de Bali em algumas partes, a começar com essa, que já vai fazer o meu leitor começar a se perguntar: vale a pena sair do Brasil, ou mesmo da Europa para vir a Bali???

Só um parenteses aqui, pois preciso fazer esse comentário: tenho um seguidor de Portugal!!! Samuel, se bem vindo!!! Ai, gente, estou ficando tao chique!!!

Essa primeira parte eu gostaria de dedicar à chegada e saída de Bali: pague para entrar e, SIM, pague para sair. 

Chegamos em Bali às 10:20 da noite. Bandar Udara Ngurah Rai Bali, que, se não me falha a memória de quando estudei Indonésio, significa, Ngurah Rai aeroporto de Bali (Google, obrigada pelo Translate!!! rsrsrs). 

Nós já sabíamos que tem o visto, que eles chamam de Visa on Arrival, ou VOA, que deveríamos tirar na entrada, assim como foi para Bintan e paraYogyakarta, todos na Indonésia. Ok! Combinamos que eu iria para o guiche de pagamento do visto e o meu marido para a fila do visto, assim seria mais rápido e menos doloroso. Quando chegamos no saguão do aeroporto, vimos um mar de gente que mais parecia um tsunami, de tanta gente que tinha. Beleza, estamos indo para uma praia: paz e amor! Sorria, voce está em Bali! Conte até 20... enfim, pensamos em todas as frases cliches que cabiam nessa situação. Só para voces terem uma noção da situação:



Sabe a plaquinha amarela lá no final dessa foto acima! Pois é, o carinha que tira o visto está a uns 2 passos depois dessa placa e nós estávamos aqui no fim da fila. E o pior é que ainda tivemos que pagar US$ 25 cada um para entrar ali. Nessas horas voce começa a pensar: o que eles estão fazendo com o meu dinheiro? Por que eles não colocam mais funcionários a disposiçao? Mais um dos mistérios que nunca tem uma explicação. (Atualização: hoje em dia nao há mais a necessidade de visa on arrival para brasileiros que forem ficar até 30 dias em Bali).

Bom, o meu maridinho, que estava numa fila,e eu em outra, para ver qual andava mais rápido, começou a jogar Sodoku no celular para passar o tempo. Eu começei a prestar atenção nas pessoas e, claro, na conversa delas. Não sou de ferro, ne? Nao tinha nada para fazer e uma perspectiva de 2 horas de fila pela frente. De vez em quando até rolava de eu falar com a pessoa, que estava atras de mim, que iria ao banheiro, e ela segurava o meu lugar. Numa dessas, percebi que algumas pessoas saiam dessa fila, que era destinada a estrangeiros e iam para uma outra fila, até um pouco separada da nossa por umas plantas, destinada a comissários de bordos e aos próprios indonésios. Resolvi perguntar a um casal que antes estava na minha fila, se aquilo era permitido. Ai eles responderam que não sabiam e iriam tentar. A mulher ainda virou para mim com a maior cara de assustada e perguntou:
-- Voce nos seguiu até aqui?
Seja lá com que ela estivesse preocupada, se por eu ter saído da minha fila e seguido eles, e provavelmente perdido meu lugar, ou por estar com medo de que mais pessoas fossem para lá e a tentativa deles fosse descoberta.

Voltei para a fila onde o meu marido estava e resolvemos que ficaríamos ali mesmo, apesar da outra estar menos cheia e andando mais rápido. Resolvemos, pois estávamos num país diferente, com leis diferentes e porque 20 a 40 minutos não iriam mudar a nossa vida em nada. Só mudou num sentido: aprendemos que não são só os brasileiros que gostam de dar uma de espertinho...

Ficamos conversando na fila, e claro, falando das diferentes pessoas que estavam ao nosso redor. Nessas horas o portugues é uma lingua maravilhosa! Estávamos rodeados por alemães, americanos, australianos, franceses... nossa, como tem gringo lá! Fomos atendidos 1 hora e meia depois de entrar na fila.


Nossa saga no aeroporto não acaba por ai. Acreditem se quiserem: ainda tivemos que pagar para sair de Bali. Chegamos no aeroporto, na volta para Cingapura, com uma certa antecedencia, pois nosso voo só serias as 10:20 da noite. Fomos uns dos primeiros a fazerem o check-in, e resolvemos ir direto para a aduana. Qual foi a nossa surpresa ao chegar lá? Teríamos que pagar RP 150.000 (rúpias), que dá aproximadamente US$ 15. Quer dizer, nao foi tanta surpresa, pois já tínhamos pago em Yogyakarta, só que lá foi RP 100.000. Mas dessa vez até que nao tinha tanta fila. Conclusão: para entrar e sair de Bali, voce enfrenta uma fila de quase 2 horas e ainda tem que pagar US$ 40 por pessoa.

A questão é: vale a pena sair do Brasil, enfrentar tudo isso, para chegar a Bali? Aguardem cenas do próximo episódio para voces decidirem. Enquanto isso, um conselho:


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tronos

Que diferenças existem entre os países, os povos, isso existem... O que eu queria vindo para uma parte do mundo com cultura oriental, com pitadas dos povos indianos e malaios? Enfim, tudo muito diferente para a cultura ocidental. Os banheiros não poderiam ser diferentes. Diferentes tronos para diferentes rainhas!!!



Definitivamente não vou sentir falta de chegar em um banheiro de shoping, abrir a portinha e dar de cara com essa privada. Na boa, teve um dia que estava no shoping na Malásia, uma fila imensa, eu era a primeira, e toda vez que vagava uma cabine, era com essa privada. E o mais engraçado é que as mulheres já até sabiam que eu não iria nesse e me passavam. Na boa, xixi voador não dá!!!

Geralmente um banheiro de shoping tem algumas cabines com esse tipo de assento. Em Cingapura nao tanto quanto na Malásia, país de maioria muçulmana. Esse tipo de assento (!!!!) é bastante usado pelas mulheres que de burca. Aliás, esse é um outro assunto que me revolta algumas vezes, mas nao vou entrar nesse mérito.

Isso aí. Meu primeiro tópico foi bastante interessante e útil. Como se nao bastasse quando pequena ter que fazer xixi no matinho quando viajava de carro com meus pais. Fala sério!! Sei bem as consequencias desse ato.

Chegando ao fim!!



Nossa, o tempo passa muito depressa mesmo! Já se passaram 3 meses que estou aqui, e só tenho mais um mes para curtir Singapura. Sabe quando bate aquele desespero, que voce começa a sentir que tem que curtir tudo, engolir a cidade, como se fosse a última coisa que voce vai fazer. Pois é, esse é o meu estado de espírito.

Eu já tive algumas experiencias internacionais. Morei 1 ano nos EUA, 4 meses na França, e sempre quando estou para ir embora, fico com aquela vontade de ficar mais, na vez da França até tentei arrumar um emprego, mas nao deu certo e eu acabei voltando para o Brasil. Com isso vem a parte da aceitação: tudo bem, depois eu volto nem que seja para visitar. EUA, França, até que são lugares acessíveis. Tá, não é perto, mas também não é absurdamente longe. Bom, Singapura é complicado!!! São 2 dias de viagem. Não é nenhum lugar que voce possa dizer: Olha, vou ali em Singapura passar as férias e volto. Primeiro que metade das férias voce vai passar como zumbi, tentando colocar o seu relógio biológico em dia. A outra metade tentando correr atras do prejuízo. Bom, acho que voces já entenderam onde quero chegar: Singapura, posso até estar errada, mas vai demorar muito para eu voltar, se voltar. Então, tenho que devorar a cidade, fazer todos os passeios de novo, tirar mais alguns milhares de fotos....E aceitar que é hora de voltar.

Com isso, resolvi fazer uma sequencia de posts com coisas que iremos sentir faltar e com aquelas que não sentiremos nem um pouco em deixar para trás.

Espero que voces curtam com a gente esses últimos 30 dias de Singapura. Claro que ainda teremos algumas emoções nesse meio tempo: uma viagem para Bali e uma para Phuket.

Beijos com saudades de todos.

DUBAI e ABU DHABI - Férias nas Arábias

Durante os 4 anos que morei em Singapura, sempre pensava nas férias de forma que fosse prazerosa tanto para nós, adultos, quanto para as cri...