domingo, 13 de junho de 2010

Pudim se come ou se bebe?

Talvez uma das coisas que mais sentimos falta aqui em Cingapura seja o fato de estarmos longe das comidinhas com as quais estamos tao acostumados. Saudades do strogonoff, do camarao com catupiry, da goiabada (eu ainda trouxe uma, mas nao deu nem para o cheiro!), do pudim de leite condensado e até do japones feito com cream cheese... Sim, isso é uma invençao brasileira!!! Mas no dia que esses japoneses descobrirem....

A vontade é tão grande que a única soluçao que temos é ir para a cozinha e colocar a mao na massa. E claro, fazer algumas ligaçoes internacionais para pegar a receita e algumas dicas. Bom, ontem resolvemos fazer o pudim de leite condensado. Receita: 1 lata de leite condensado, 2 latas de leite de vaca, 2 gemas, bate tudo no liquidificador, coloca para assar em banho maria.... Muito fácil!!!! Qualquer pessoa consegue fazer.

Fomos para a casa de uma amiga que tem forno e liquidificador, 2 instrumentos imprescindíveis para a nossa empreitada. Não, não temos forno e resolvemos nao comprar o liquidificador, pois seria mais um trambolho para levar. Além disso, tem o problema da voltagem.

Começamos pela calda de açucar... Até que estava me saindo bem quando vi que a forma era vazada e a calda começou a cair no fogão. Quem está acostumado a lidar com calda de açucar, sabe que ela gruda como ninguém. Despespero! Pois na verdade estávamos na casa de uma amiga que emprestou a casa de outra amiga... Confusao total!!! Mas tudo bem, atéque nao ficou tao ruim e no dia seguinte a santa Haide iria limpar a casa. Só um parenteses: a Haide é a diarista de quase todo mundo do trabalho do meu marido.


Passei a calda que restou para uma outra forma, e enquanto eu operacionalizava essa árdua tarefa, a nossa amiga Renata batia os ingredientes no liquidificador. Ok, a massa e a calda estavam prontas. O que fazer? Eu me lembrava muito vagamente da "secretária" lá de casa deixar a calda esfriar, mas como também não tinha muita certeza, lancei a pergunta: E agora, gente, jogamos direto a massa na forma, ou esperamos a calda esfriar... Acho que a vontade de comer pudim o mais rápido possível falou mais alto e a Renata lançou: nao, acho que a densidade dos dois deve ser diferente, ai eles nao se misturam. E o mais desesperado para comer, vulgo meu marido, falou: concordo! Beleza, jogamos a mistura na calda... Não preciso nem falar que os dois se misturaram, ne???

Mas tudo bem, nem tudo estava perdido: colocamos o pudim, no banho maria, no forno e ligamos... Jantamos, conversamos e nada do pudim ficar nem quente. Bom, ligamos o forno de uma maneira errada.  Realmente o forno era meio complicado: para um lado era microondas, para o outro era forno elétrico... aquele pudim já estava lá há horas e nada de ficar duro. Resolvemos entrar na internet para ler o manual do forno... Ai ligamos novamente, mas o pudim já estava preto por cima... Já eram quase 11 horas da noite e nada daquele pudim ficar pronto. Bom, resolvemos tirá-lo do forno. Ele já estava com alguma consistencia, mas ainda nao dava para desenformar. Mas quem disse que pudim só dá para comer... podemos beber tb. Na verdade, dava para comer com colher, como sopa, mas o gosto de queimado de cima era tao forte que resolvemos deixar para a Haide limpar a nossa bagunça e jogar o pudim fora.

Resultado da nossa empreitada na cozinha:
* um pudim queimado, porem mole



* e uma cozinha mega suja!


Bom, fomos vencidos pelo pudim e pelo forno. Porém, tentamos! E ainda vamos tentar uma próxima vez, claro que num outro forno, pois tenho certeza que esse foi o nosso problema, além, claro, da densidade da calda de açucar e da mistura serem iguais.

Antes tentar um pudim, que comer arroz e feijao como sobremesa... Eita povinho que nao sabe comer esse.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Phuket - Thailândia

Sexta-feira, dia 28 de maio, foi feriado aqui em Cingapura. Foi Vesak Day, que é o dia que se celebra o nascimento de Buddha, e para isso, nada melhor do que comemorar.... com o Buddha. Mas essa historinha só serve de pretexto para justificar a nossa maravilhosa viagem para Phuket, na Thailandia. Sabíamos do feriado, mas o motivo dele, descobrimos na viagem, quando, coincidentemente, fomos visitar o Grande Buda...

Chegamos em Phuket cedinho na sexta feira. O dia estava um pouco nublado. Como sempre, aquele mesmo ritual de chegada: passar pela alfândega, trocar dinheiro para pelo menos pagar o taxi até a cidade, descobrir um real valor para o taxi, se estamos sendo turistar ou nao... aquela coisa toda que já sabemos até no Brasil. Como o Sarney quando presidente (eu nao sou tao velha assim, meus pais que me contavam), é preciso fazer pesquisa antes de comprar. Enfim, fizemos a pesquisa: um taxi custa 750 BHT, para ir num miniibus, 180 BHT por pessoa. Alguma dúvida? Claro que resolvermos ir de minibus. O problema é que eles esperam o minibus encher para sair, e nós fomos os primeiros a chegar... Já me ensinaram no mestrado: there is no free lunch!!! Esperamos 40 minutos, eu já estava surtando, resolvi sair do minibus e pegar meu dinheiro de volta. Mas ai vc tb aprende o tal do custo afundado: já tínhamos perdido 40 minutos, faltavam 2 pessoas para encher a porcaria do ônibus, agora nao tinha mais como voltar atrás. Enfim, eu no auge da TPM, querendo me matar por feito feito aquela escolha e querendo matar o motorista que nao saia... Enfim: voltaremos em julho para Phuket: adivinha como iremos para a cidade? Essa é uma pergunta capciosa. Depende de quantas pessoas estiverem dentro do minibus....

Bom, chegamos no hotel. Uma gracinha. Chama-se Phuket Island View e fica na praia de Karon  (estou escrevendo isso pois como disse anteriormente, vamos voltar lá, e com certeza vou ter esquecido o nome do hotel...alias, já estou naquele nível que se pergunta: "o que nós almoçamos mesmo?" às 3 da tarde). A vista do nosso quarto era para a piscina. Típpico hotel 3 B's: bom, bonito e (mega) barato!
Passeamos pela praia de Karon, pelas lojinhas de artesanato, almoçamos, fomos ao Budha... enfim, viagem descontraída, lugar gostoso, chinelos nos pés, biquini, saídinhas de praia. Nada de monumentos! Total clima Búzios. Era o que estávamos precisando. Monumentos são lindos, mas chega uma hora que tudo que voce quer é um castelinho de areia.

Dia seguinte fomos fazer o famoso passeio pelas ilhas Phi Phi, Maya e Khai Island. Nos pegaram às 7:30 no hotel. Um minibus com 10 pessoas: maravilha!!! Barco só nosso, praia só nossa... Perfeito! Fomos para a Marina... Chegando lá, vários minibus. Ah, mas eram vários barcos tb. Todos lotados! O percurso até a primeira ilha foi bem tranquilo. A guia era engraçada, o barco confortável (era uma lancha rápida)... mas quando chegamos na Maya beach, a tal onde foi filmado aquele filme A Praia com Leonardo de Caprio, quase morri. Não, não foi de beleza, apesar da praia ser maravilhosa. Foi da quantidade de gente que tinha naquele lugar... Farofada total! Olha o naipe:


 Tudo bem que dava para andar até o mar e tirar uma fotinho sem o bando de gente. Mas sinceramente, comecou a me dar um troço... só queria sair dali. E ainda por cima a água estava suja, cheia de plástico, de pedaço de pau... tirando isso tudo, realmente o lugar era lindo.


Depois dessa parada, ainda fizemos um smorkeling, passamos por outros lugares lindos, paramos em Phi Phi, que também não é nada demais. Almoçamos num hotelzinho bem fajuto, tanto o almoço quanto o hotel, e finalmente paramos na nossa última parada: Khai Island.


O mais interessante nesse passeio foram as placas que encontramos no meio das praias. Seria cômico se não fosse tragico... realmente eles sofreram muito com o Tsunami. Voce ainda ve alguns lugares que nao foram reconstruídos depois da onda. É triste! Mas que o desenho é bonitinho, isso é!


Voltamos do nosso passeio e ainda andamos a praia de Karon inteira. Passamos pelo mercadinho, compramos camiseta da Puma e da Tuna, muito maneiras. Passamos por milhões de restaurantes e acabamos comendo frutos do mar. Os restaurantes na beira da praia nao sao muito bonitos, mas servem um camarao maravilhoso, daqueles gigantes.


O sábado acabou, mas ainda curtimos Phuket até o último minuto. Passamos o domingo inteiro na praia. Primeiro em Karon, depois em Kata, as duas perfeitas.



Voltamos para Cingapura revigorados! Nada como uma praia para recarregar as baterias.
Com certeza voltaremos para

DUBAI e ABU DHABI - Férias nas Arábias

Durante os 4 anos que morei em Singapura, sempre pensava nas férias de forma que fosse prazerosa tanto para nós, adultos, quanto para as cri...